Poliartes - Arte e Artesanato em Resina - Atacado e Varejo - Brindes Personalizados

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Linha de Artesanato e Esotéricos - no Atacado
Lendas do Brasil

Todas as peças desta linha acompanham histórico impresso, com texto em português e inglês.


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Lenda do Muiraquitã
2,8 x 2,2 cm - Código 264

Preço unitário: R$ 1,40
Pedido mínimo: 4 unidades
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Segundo lendas de tribos indígenas amazonenses, o muiraquitã simboliza o encontro dos poderes de procriação femininos e masculinos. As mulheres sem marido recebiam os homens uma vez por ano e como lembrança entregavam o muiraquitã. Para tanto, em noite de luar, essas mulheres, guerreiras, colhiam do fundo do lago as pedras verdes ainda moles, umedecidas e davam-lhes em seguida a forma de batráquios, serpentes e chifres. As pedras, com o tempo, se tornaram escassas, constituindo-se uma raridade. Para muitos, viraram sagradas já que se lhes atribuía a virtude de favorecer o seu possuidor nos planos amorosos e de felicidade. Guardá-lo hoje é desejo de bem estar para as mulheres do lar e para o homem que o carrega, favorecimento na aquisição de bens e busca da felicidade.


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Lenda do Tucano, da Arara e da CORUJA
3 x 3 cm - Código 253

Preço unitário: R$ 1,60
Pedido mínimo: 4 unidades
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Conta-se que, quando se formou a floresta amazônica, vários pássaros reuniram-se para decidir qual deles seria eleito o chefe dos grupos, a fim de determinar os locais de moradia. Houve muitas discussões, sem nenhum acordo. Todos os pássaros se espalharam em desordem até que uma velha coruja resolveu o impasse, determinando que o tucano, mais apto a escalar, devido às suas garras fortíssimas, usaria os galhos mais grossos nascendo perto do tronco. A arara, com sua agilidade em utilizar o bico, ficaria com os galhos mais altos e mais finos. A coruja, por sua vez, resolveu utilizar todos os tocos altos para ficar de guarda durante a noite. Até hoje a coruja é tida como sábia, esperta, cuidadosa; a arara prima pela beleza, agilidade e elegância, enquanto o tucano simboliza a força, a coragem. Os povos indígenas, no intuito de se verem beneficiados com essas qualidades, se enfeitam com desenhos ou objetos caracterizando estes pássaros: a arara, o tucano e a coruja.


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Lenda do Boitatá
4,5 x 4 cm - Código 255

Preço unitário: R$ 2,00
Pedido mínimo: 4 unidades
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A imagem que se consagrou na imaginação popular descreve a Boitatá como uma cobra cintilando à noite, deslizando nas campinas. Essa marcha ondulante de uma serpente com olhos de fogo deve-se à semelhança do fogo-fátuo, que é a inflamação espontânea de gazes emanando dos sepulcros e corpos em decomposição. Após uma inundação de chuvas torrenciais que devastou grande parte da floresta amazônica, as águas abaixaram de volume, descobrindo uma infinidade de cadáveres de animais apodrecendo. Para os nativos da área, vivia numa gruta uma cobra que, após as águas baixarem, saiu do esconderijo, faminta, comendo as partes dos animais que mais lhe apetecia: os olhos. De tanto comer olhos, a cobra ficou luminosa, assustando os que se atreviam a andar nas beiras de rios e na mata. Quem encontrava esse ser fantástico, poderia ficar cego ou até mesmo enlouquecer. Tentar escapar era também perigoso porque a “cobra de fogo”, zelando pelo seu habitat, poderia achar que as pessoas fogem após ter aprontado algo ruim na floresta. O melhor a fazer era ficar completamente imóvel, de olhos bem fechados e aguardar que o movimento ondulatório e luminoso passasse rápido. A Boitatá virou protetora de campinas e florestas.


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Lenda do Curupira
5,5 x 3 cm - Código 257

Preço unitário: R$ 2,00
Pedido mínimo: 4 unidades
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Em algumas regiões do Brasil, o Curupira é denominado “Caipora” ou “mãe do mato”, já que a figura está intimamente associada à vida da floresta além de ser guardião da vida animal. Anão, com os pés ao avesso, morando nas matas e nas florestas, ele sempre aparece quando as pessoas destroem a natureza, por vandalismo ou acidente, tocam fogo na vegetação ou espantam os animais silvestres. A direção contrária dos pés em relação ao próprio corpo constitui um artifício natural para despistar os caçadores. Quando se aproxima de uma fazenda, cães e porcos se alegram, já que o Curupira é considerado um grande amigo, utilizando-se muitas vezes do dorso dos porcos selvagens para se locomover mais rapidamente, a fim de castigar ferozmente os inimigos do meio ambiente. Às vezes, para apaziguar a sua ferocidade, os índios e os caboclos oferecem fumo de corda, redes e penas, deixados em determinados pontos das trilhas, em troncos baixos. Dizem também que, para distrair o Curupira, alguns caçadores espertos trançam cipós, escondendo bem as pontas nas tranças e, sem olhar para trás, lançam esta coroa de cipó, gritando: “Curupira, vê se é capaz de desatar este trançado!”. O Curupira, sentado, tenta provar a sua capacidade enquanto os caçadores fogem apavorados. Quem não consegue fugir, acaba perdido definitivamente, à mercê dos perigos da floresta, já que o Curupira, imitando sons de animais e rastros de pessoas, faz com que o caçador perca o rumo, voltando sempre ao ponto de partida, até a exaustão.


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Lenda do Boto
6,5 x 5,2 cm - Código 258

Preço unitário: R$ 2,00
Pedido mínimo: 4 unidades
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Há muitos anos, uma índia, sozinha, deu à luz, na beira do rio, a um casal de gêmeos. Após o parto, ela desmaiou e os bebês foram levados pela correnteza quando a maré subiu. Diz a lenda que o pequeno casal transformou-se em botos – um rosado e o outro preto-azulado – que são vistos até hoje nos rios da região Amazônica, brincando com as pessoas e guiando quem por lá navega... Nas festas juninas, eles se transformam em rapazes bonitos, usando chapéu para esconder parte da cabeça, muito saliente. Eles conquistam as garotas, engravidam-nas e as abandonam à beira do rio, quando voltam a mergulhar. Diz a lenda que o uso da imagem do boto azulado junto ao rosado ajuda a equilibrar os ímpetos masculinos e aprofundar o relacionamento. Agora, para quem usar um dos dois, só nos resta desejar muito boa sorte!


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Lenda da Tartaruga
1,5 x 5 cm - Código 265

Preço unitário: R$ 2,20
Pedido mínimo: 4 unidades
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O filho do cacique de uma aldeia indígena estava pescando na beira do rio quando, sem perceber, foi mordido pela cobra coral. Absorvido na sua tarefa, tentando lançar a flecha num peixe, sentiu vagamente a picada, mas não deu atenção. Aos poucos, acometido por tonturas, andou cambaleante por alguns metros e desmaiou sobre um rochedo. O que parecia ser um rochedo era o casco de uma tartaruga gigante. Quando a tartaruga percebeu que estava carregando o filho do cacique, prestes a morrer, jogou-se no rio e rapidamente, nadando, alcançou as margens onde se localizava a aldeia. Era preciso ainda chegar à oca do cacique. Com seus passos lentos, a tartaruga calculou que iria chegar ao escurecer, com grandes riscos de serem atacados por predadores noturnos. Ela teve uma brilhante idéia. Enquanto isso, na aldeia, o cacique reuniu vários guerreiros para fazer uma busca na floresta. Procurando, chamando, chegaram à beira do rio, descobrindo, no chão, o arco e as flechas. Todos se perguntavam como o menino podia ter sumido, até que o pajé notou o rastro da cobra coral. O cacique teve certeza da morte do filho que provavelmente, após ter sido picado pela serpente, deve ter caído no rio e se afogado. Por via de dúvida, começaram a vasculhar a beira do rio, voltando pela margem até a altura da aldeia. Todos ficaram atônitos ao verem dezenas de tartarugas formando um círculo de proteção e, no meio, a tartaruga gigante triturando folhas sobre o ferimento do pé do garoto. Aproximando-se, feliz, o cacique abraçou o filho e ordenou que, a partir daquele momento, todas as tartarugas seriam poupadas, vivendo por longos anos sob a proteção da aldeia e de seus futuros integrantes. Todos se adornariam com miniaturas de tartaruga, como símbolo de perseverança, tranqüilidade e longevidade.


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Lenda das Carrancas
3,5 x 1,5 cm - Código 267

Preço unitário: R$ 2,20
Pedido mínimo: 4 unidades
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As carrancas são esculturas representando uma mistura de cabeça e pescoço humanos com detalhes animais, apresentando sempre uma expressão de ferocidade. Essas esculturas surgiram na cultura nordestina, particularmente no meio dos povoados do rio São Francisco, numa época em que as embarcações eram o único meio de transporte. Os proprietários que buscavam tornar seus barcos mais atrativos para conseguir maior número de passageiros, decoravam a proa à moda das embarcações primitivas de povos ocidentais. Além de concorrer entre si para atrair a freguesia nas embarcações, os barqueiros se valeram também do aspecto lendário das carrancas que, segundo a crença e o misticismo do povo da região ribeirinha, serviam de amuleto de proteção, salvaguardando barqueiros, viajantes e moradores contra perigos e maus presságios. O fato é que as carrancas, além de se tornarem enfeite de proa característico das embarcações do rio São Francisco, estimularam os artistas, “carranqueiros”, a esculpi-las como objetos de decoração, tendo a função de afugentar maus espíritos. Miniaturas utilizadas como chaveiros ou penduradas no carro ou em casa, são amuletos para se ter maior proteção.


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Lenda da Lua
4,7 x 4,7 cm - Código 251

Preço unitário: R$ 2,30
Pedido mínimo: 4 unidades
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O indiozinho, deitado na rede de tucum, está quase dormindo. Por entre as folhagens passa um raio da Lua e ele, de repente, está andando por cima, flutuando no espaço. Ele vê o crescente da Lua e pergunta porque falta um pedaço. E a Lua conta a história: todos os meses, quando ela está bem cheia, redonda, iluminando a floresta, em outros cantos da Terra muitos indiozinhos ficam no escuro. Então, para deixar todos felizes, a Lua viaja durante algumas noites, deixando um pedacinho dela em vários lugares até ela desaparecer por completo para, em seguida, após algumas noites, reaparecer, cada vez com um pedaço maior. O menino acordou e foi logo perguntando para a mãe onde a Lua tinha ido. A mãe respondeu que de dia a Lua sempre procura ir bem longe no céu para evitar a briga com o Sol. Quando o Sol nasce no horizonte, ele costuma ficar vermelho de tão bravo porque não consegue alcançar a Lua e quando, durante o dia, ele fica suspenso lá longe no céu, a Lua sempre dá um jeito de escapar. E por que a briga? É que o Sol tem ciúmes da Lua porque todo mundo admira o luar, à noite, mas, de dia, todos escondem o brilho intenso do Sol com as mãos. Ele deveria saber que, sem ele, a Terra não existiria. Ele é importante para o equilíbrio da vida na Terra, tanto quanto a Lua. A sua luz nos mostra a mãe natureza mais bonita e colorida, assim como a Lua nos deixa felizes quando repousamos. Trazer consigo o Sol e a Lua juntos é lembrar de valorizar as coisas boas que todos nós possuímos e muitas vezes não percebemos.


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Lenda do Pirarucú
1,8 x 6,2 cm - Código 260

Preço unitário: R$ 2,45
Pedido mínimo: 4 unidades
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Grande peixe do rio Amazonas, com escamas grandes e rígidas. Diz a lenda que um índio temerário e muito perverso, não respeitando as outras tribos, estava pescando no rio com amigos quando, de repente, abateu-se sobre eles uma tempestade com ventos fortes, chuva torrencial, incessantes relâmpagos e trovões. Todos os índios se esconderam rapidamente, mas Pirarucú desafiou as forças da natureza com gozação e xingamentos. Logo após, um raio o atingiu, jogando-o no fundo do rio, de onde ele não conseguiu voltar. Transformado em peixe, até hoje Pirarucú esconde-se nas profundezas das águas escuras. E, para se redimir com a mãe natureza, após ser pescado, ele oferece pratos saborosíssimos com sua carne. Já o amuleto contendo sua escama promete vigor e excelente saúde a quem o carrega.


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Lenda da Iara - Mãe-d'água
6 x 4,5 cm - Código 250

Preço unitário: R$ 2,55
Pedido mínimo: 4 unidades
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É uma lenda que se espalhou entre os índios do litoral, Tabajaras, Tupiniquins, Tamoios e muitas outras tribos, e chegou a ser contada inclusive por Tapuias, índios do interior do Brasil, tais como Aimorés, Goitacás, Cariris e Caraíbas... Numa aldeia indígena havia uma moça muito bonita, cabelos longos e pretos, olho brilhantes, um corpo admirável, enfim, uma índia de rara beleza. Os habitantes, numa noite sem luar, iluminados por uma grande fogueira, festejavam com rituais próprios, agradecendo a fartura dos alimentos. Todos dançavam, muitos se embriagavam e essa moça, protegida do feiti-ceiro, participava dos embalos. Chegou a hora de se retirarem. Cada um abrigando-se nas ocas e o fogo apagando-se devagar. A moça foi até o riacho para refrescar o corpo, como várias outras pessoas. A escuridão era quase total. Quatro rapazes da aldeia vizinha, que vieram se misturar nos festejos, nota-ram a beleza da índia e decidiram se divertir um pouco mais, seguindo-a até a água. Um deles quis agarrá-la enquanto estava agachada lavando-se. Os outros, com a mesma intenção, come-çaram a brigar até que, sem querer, empurraram a moça longe da beirada. A índia afundou na lama e a correnteza a levava bem depressa, fora do alcance de qualquer socorro. Os moços nada puderam fazer além de escutar os gritos de desespero. Apavorados, subiram num rochedo para ten-tar distinguir no escuro, mas não adiantava já que, de repente, um silêncio total reinava. No dia seguinte, resolveram voltar ao mesmo lugar a fim de verificar se, de fato, a índia afogara-se. Eles viram, estupefatos, no meio do lago, sentada numa pedra, a linda moça penteando-se e cantando com uma voz tão melodiosa que não puderam resistir a ir até ela. Os quatro andaram sobre o fundo barrento do riacho, mas nunca chegaram perto da índia. Afogaram-se sem perceber e sem mesmo notar que a Iara os havia enfeitiçado. Desde então, todos os homens que beiram o lago são atraídos para a morte ao olhar para esta beleza fascinante. A “rainha das águas”, ou “mãe d’água”, ou simplesmente “Iara”, deita-se sobre bancos de areia, brinca com os peixinhos ou penteia seus longos cabelos mirando-se no espelho das águas que esconde a sua metade do corpo transformado em peixe.


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Lenda do Saci Pererê
6,5 x 3,5 cm - Código 261

Preço unitário: R$ 2,60
Pedido mínimo: 4 unidades
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Em muitas regiões do Brasil, o saci é considerado um ser brincalhão e maligno, usando uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos. São contadas muitas lendas a seu respeito, mas um fato é certo: toque na carapuça do saci na lua cheia e formule um desejo – que se realizará se você pensar com bastante fé. Dizem os caipiras que as tempestades de vento, os redemoinhos carregando folhas secas, areia e gravetos na sua passagem, são fenômenos produzidos pela ira do saci. De fato, o saci fica muito bravo quando se maltratam animais ou não se respeita a natureza. Agora, se de repente, o encontrar no mato, é sempre bom, além do fumo, ter fósforos para acender o cachimbo dele, já que ele é daqueles fumantes que nunca trazem consigo fósforos ou isqueiro.


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Lenda da Cobra Grande
2,5 x 9 cm - Código 256

Preço unitário: R$ 2,90
Pedido mínimo: 4 unidades
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Enquanto procurava caranguejos no pântano, uma moça ficou grávida de uma sucuri com mais de 15 metros de comprimento. Deu à luz duas serpentes gêmeas. Para evitar aborrecimentos na aldeia, ela jogou as serpentes no rio e foi procurar o pajé para contar o acontecido. O feiticeiro da tribo censurou-a alegando que nunca mais poderia engravidar enquanto não tocasse novamente a testa de uma das serpentes. A moça, desesperada, procurou encontrar as duas serpentes, andando todos os dias na beira do rio, até que, cansada, sentou num rochedo e chorou. Chorou tanto, até o anoitecer, quando de repente surge a sucuri que a engravidou. A cobra envolve a moça desmaiada e a leva pelo rio em direção aos filhotes. Todos no pântano aguardavam a moça acordar. Quando ela acordou, agarrou a serpente e, agradecida, deu-lhe um beijo na testa. Instantaneamente a sucuri transformou-se num belo guerreiro e, carregando-a para a aldeia, contou-lhe que, com esse beijo, ela desfez uma maldição. Os gêmeos eram apenas o arco e o cocar que lhe enfeitava a cabeça. Conta a lenda que a índia sempre teve a proteção do guerreiro e nunca deixou de se enfeitar com objetos lembrando a serpente, como gratidão pela sua eterna felicidade.


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Lenda do Uirapurú
5 x 6 cm - Código 262

Preço unitário: R$ 3,80
Pedido mínimo: 4 unidades
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Desabou forte tempestade na floresta. Tupã, o deus trovão, silenciou finalmente, permitindo ouvir a cacofonia de todos os bichos, os insetos e os pássaros, saindo das tocas e dos ninhos para avaliar os estragos da chuva. De repente, no meio da algazarra, eleva-se uma escala de cinco sons límpidos, agradáveis. Silêncio total. Logo após, a seqüência de outras notas, vibrantes, ferindo o ar e penetrando no íntimo dos seres. Gorjeios vigorosos e suaves, sempre muito harmoniosos. É o canto do Uirapuru. Todos se calam para ouvir tão melodiosa voz. Escondido nas folhagens que recobrem um igarapé, o Uirapuru encanta com sua música, mas rapidamente muda de lugar para enganar os caçadores ansiosos por flechá-lo. Sim, porque diz a lenda que o Uirapuru, ferido com flecha, se cair de peito para cima, serve como protetor nos negócios e nos assuntos amorosos do homem. Caso contrário, só serve à mulher. Quem carrega o pássaro no pescoço ou no bolso é um afortunado. Possuir o Uirapuru é trazer proteção e prosperidade, ainda que a mata fique silenciosa sem sua cantoria...


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Lenda da Vitória-Régia
2 x 8,3 cm - Código 263

Preço unitário: R$ 4,00
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Havia numa aldeia indígena uma jovem e bonita índia a quem foi dito que, se tocasse a lua, ela iria casar com o mais belo guerreiro. A jovem subia nas árvores mais altas, nos morros mais difíceis de alcançar e sempre voltava decepcionada. Numa noite de luar, voltando para sua taba, beirando o rio, ela vê o reflexo da lua brilhando na superfície. Em sua inocência, pensa que a lua veio para ser tocada e, sem hesitar, se joga na água barrenta e se afoga. Após alguns dias, os habitantes da aldeia viram brotar a vitória-régia. Era a jovem índia transformada nessa flor gigante, com perfume inebriante e pétalas enormes, que recebem a luz da lua todas as noites. Dizem que até hoje as moças da região se enfeitam com as pétalas da vitória-régia para conseguir namorados...


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Lenda do TUCANO, da Arara e da Coruja
3,8 x 4,8 cm - Código 266

Preço unitário: R$ 4,40
Pedido mínimo: 4 unidades
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Conta-se que, quando se formou a floresta amazônica, vários pássaros reuniram-se para decidir qual deles seria eleito o chefe dos grupos, a fim de determinar os locais de moradia. Houve muitas discussões, sem nenhum acordo. Todos os pássaros se espalharam em desordem até que uma velha coruja resolveu o impasse, determinando que o tucano, mais apto a escalar, devido às suas garras fortíssimas, usaria os galhos mais grossos nascendo perto do tronco. A arara, com sua agilidade em utilizar o bico, ficaria com os galhos mais altos e mais finos. A coruja, por sua vez, resolveu utilizar todos os tocos altos para ficar de guarda durante a noite. Até hoje a coruja é tida como sábia, esperta, cuidadosa; a arara prima pela beleza, agilidade e elegância, enquanto o tucano simboliza a força, a coragem. Os povos indígenas, no intuito de se verem beneficiados com essas qualidades, se enfeitam com desenhos ou objetos caracterizando estes pássaros: a arara, o tucano e a coruja.


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Lenda da Onça Pintada
4 x 7,5 cm - Código 259

Preço unitário: R$ 4,50
Pedido mínimo: 4 unidades
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Após a invasão de uma aldeia indígena por uma tribo inimiga, todos os guerreiros levaram as virgens para, posteriormente, se aproveitarem das conquistas. Uma bela moça escapou e foi se esconder numa caverna. Ficou lá dias a fio, sem comer, saciando a sede com o orvalho depositado nas folhas. Fraca, só conseguia dormir e, ao menor ruído, abria os olhos na escuridão. Numa noite de luar, quando a caverna recebeu um pouco mais de luz, a índia notou o brilho no olhar da onça que a observava. Não conseguiu se mexer e, apavorada, notou a fera rastejando na sua direção. A onça apoiou a cabeça nas suas coxas e começou a lambê-la. Ergueu a cabeça, lambeu o seio e, de repente, a moça se viu abraçada e acariciada por um belo jovem, vigoroso, cabelos pretos seguros por um diadema ilustrado com a cabeça de uma onça pintada. Amaram-se loucamente e, na penumbra, o moço ofereceu-lhe várias espécies de frutas frescas amontoadas num canto da caverna. Quando o dia começou a raiar, o jovem rapidamente retirou-se. Ela correu até a entrada da caverna para vê-lo partir, mas não havia mais ninguém. Ao longe, avistou apenas uma onça pintada. Nas noites de lua cheia, a onça voltava e a moça sentia o prazer do contato com o guerreiro. Quando a lua mudou, a jovem permaneceu sozinha, tendo apenas como lembrança o diadema com cara de onça. Já de volta à aldeia, após verem o diadema segurando seu cabelo, todos a tratavam como rainha da floresta, sempre com muito respeito, mesmo nas noites de luar, quando viam uma onça pintada entrar na sua oca – e sair de lá apenas ao amanhecer. Dizem que as moças de várias tribos passaram a usar enfeites iguais ao da jovem rainha para terem também uma grande paixão...


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Lenda do Beija-Flor
4,5 x 6 cm - Código 252

Preço unitário: R$ 5,65
Pedido mínimo: 4 unidades
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Muitos séculos antes do português Martim Afonso de Souza chegar ao Brasil, na região onde hoje chamamos “Mata Atlântica” havia, perto da costa, na floresta densa, uma aldeia de índios guaranis. Um jovem caçador costumava descer por uma trilha beirando um riacho e parava muitas vezes para admirar a beleza da jovem filha do feiticeiro da tribo Tupi, que se banhava e brincava com os animais que vinham saciar a sede no córrego. Um dia, não resistindo aos encantos da moça, ele colheu algumas flores, encheu-as de mel e foi oferecê-las, convidando a jovem a vir morar com ele. Ela aceitou, mas deveria antes ter a permissão do pai. Eles resolveram encontrar-se à noite, perto da gruta dos sambaquis onde o feiticeiro atuava. O pai da jovem, quando soube da decisão, preparou algumas poções mágicas, especialmente uma, na casca de côco, que deveria transformar o caçador em um bicho repelente, a fim de afastá-lo da filha. À noite, no meio de muitas iguarias com peixes e frutas, a jovem, já saciada com o mel das flores, foi logo pegar a bebida enfeitiçada que estava destinada ao caçador. Ninguém percebeu. No raiar do dia, quem passasse perto dos sambaquis podia ver deitado, imóvel, o velho feiticeiro que acabara de se envenenar após perceber que a filha se tinha transformado em pássaro; um caçador chorando de desespero, encostado nas pedras e um beija-flor voando de flor em flor, sugando o néctar, sem preocupar-se com a cena. Dizem que o jovem enamorado chorou tanto que suas lágrimas transformaram-se em rios, sendo suas lamúrias ouvidas tempos depois vindas das pedras, próximas aos sambaquis, como se fosse um canto. Os tupis-guaranis chamaram o local de “Itanhaém”, que significa “pedra que canta”.


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Lenda do Tucano, da ARARA e da Coruja
7,5 x 4,5 cm - Código 254

Preço unitário: R$ 7,00
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Conta-se que, quando se formou a floresta amazônica, vários pássaros reuniram-se para decidir qual deles seria eleito o chefe dos grupos, a fim de determinar os locais de moradia. Houve muitas discussões, sem nenhum acordo. Todos os pássaros se espalharam em desordem até que uma velha coruja resolveu o impasse, determinando que o tucano, mais apto a escalar, devido às suas garras fortíssimas, usaria os galhos mais grossos nascendo perto do tronco. A arara, com sua agilidade em utilizar o bico, ficaria com os galhos mais altos e mais finos. A coruja, por sua vez, resolveu utilizar todos os tocos altos para ficar de guarda durante a noite. Até hoje a coruja é tida como sábia, esperta, cuidadosa; a arara prima pela beleza, agilidade e elegância, enquanto o tucano simboliza a força, a coragem. Os povos indígenas, no intuito de se verem beneficiados com essas qualidades, se enfeitam com desenhos ou objetos caracterizando estes pássaros: a arara, o tucano e a coruja.


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